Depois de algum tempo sem escrever se quer uma linha, um fato curioso que esta acontecendo em Juara me motivou a voltar à frente do monitor do meu computador. Desde o dia 11/10, precisamente a partir da 13:00h meu colega de faculdade e amigo de música Saulo Augusto de Moraes, iniciou uma greve de fome em frente ao fórum do município. O objetivo dele é chamar a atenção do Conselho Nacional de Justiça para que processos que correm em seu nome sejam julgados a fim de que possa assumir um concurso público que passou (vale lembrar, em 1º lugar). A indignação de Saulo está no fato desses processos estarem parados a anos o que torna sua situação complicadíssima, afinal ele não pode trabalhar e sustentar sua família. Este fato além de gerar centenas de humoristas em nosso município, gera também uma bipolaridade de opiniões. A grande maioria das pessoas que conhece ou acompanha o caso de Saulo sabe que a luta dele não é uma palhaçada ou algo ilegal. Eu não o conheço de longa data para defendê-lo cegamente, mas o pouco que sei sobre ele me encoraja a escrever este artigo. Mas o que mais me entristece é o outro lado da moeda, os comentários das pessoas que não o apóiam. Desde terça-feira já ouvi inúmeras ofensas, comentários preconceituosos, e frases negativas. Eu acredito que a diversidade de opiniões fortalece a democracia e apimenta as discussões independente de onde aconteça, porém, falar mal de um ato de tamanha bravura é muita falta de vergonha. Afinal cotidianamente nos deparamos com situações onde somos obrigados a engolir “desaforos” onde somos humilhados, pisados, “feitos de idiotas”, e sempre deitamos a cabeça no travesseiro se arrependendo de não ter feito algo que impedisse ou que pelo menos mostrasse nossa opinião ou nosso lado desfavorável. Aí quando um cara resolve fazer um ato limpo, defendido em lei, e de coragem, pessoas sem conhecimento nenhum resolvem falar mal. “é muita falsidade porra!”.
Eu apoio o ato de Saulo, e penso que mais pessoas deveriam se manifestar em prol de seus direitos, quem sabe assim não existiria tanta injustiça.
No Brasil ou vive-se “comendo o pão que o diabo amassou” ou tem que fazer greve dele para conseguir alguma coisa.
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