Estou trabalhando há pouco tempo na educação, mas já me inteirei dos principais problemas deste setor tão desvalorizado, como por exemplo: a falta de profissionais, falta de incentivos aos poucos existentes, precárias condições de trabalho, etc. São inúmeros os problemas e a grande maioria acredita que eles estão diretamente ligados a uma raiz principal: a questão salarial, uma vez que esta lidera o ranking das falhas educacionais e, atualmente, é a principal exigência dos profissionais da educação.
Sem dúvida o salário de um professor hoje, não condiz com o que o mesmo merecia receber. E afirmo isso levando em conta alguns fatores como, a carga horária – que na maioria das vezes é sufocante, o stress sofrido – pois tem que lidar com condições diversas, pessoas com diferentes personalidades e principalmente a parte no nível intelectual – haja vista que se alguém quiser se formar em qualquer faculdade de licenciatura, hoje, é preciso estudar muito, perder fins de semana inteiros, lendo, interpretando e produzindo e mesmo depois de formado, é necessário correr atrás de cursos para poder se manter atualizado. Ou seja, não é fácil. Um ponto interessante da PIADA é que a vida de um educador está no fato de que todas as outras profissões passam por um professor (médicos, advogados, engenheiros...), portanto teoricamente, ele é o “protagonista” na construção da sociedade, porém infelizmente, nós sabemos que na prática isso não ocorre. O professor é na realidade um mero “figurante” e uma curiosidade que comprova isto é que cada vez menos estamos comemorando o dia 15 de outubro, sem falar que hoje muitas pessoas já se esqueceram ou se quer sabem o que se comemora nesta data, o que por sua vez é uma falta de consideração imensurável já que é através dos nossos “queridos professores”, que passamos a conhecer as primeiras datas comemorativas (dia do índio, da bandeira, independência, etc.). Outro ponto curioso é que quando os profissionais da educação se organizam para fazer manifestações, passeatas e greves reivindicando melhorias para a categoria, parte da sociedade toma posicionamento contrário e, ainda, ofendem os mesmos. Resumindo, o trabalho é demasiado, é maçante, mal remunerado, pessimamente valorizado – do ponto de vista social e, ainda, não tem o direto de reclamar! É foda mano!!!

E pra finalizar esse “texto-desabafo”, venho aqui lembrar as propagandas que vem sendo divulgadas na globo, onde em uma delas, mostram pessoas de diversos países dizendo que o professor é o agente principal na melhoria da sociedade e na outra atores e atrizes globais demonstram seu carinho e sua admiração pelos professores. “Será que é isso que o MEC entende por valorização?” É, ou não é uma
PUTA SACANAGEM?

