"Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo"

Metamorfose Ambulante - Raul Seixas

sábado, 30 de abril de 2011

PUTA SACANAGEM COM A EDUCAÇÃO



Estou trabalhando há pouco tempo na educação, mas já me inteirei dos principais problemas deste setor tão desvalorizado, como por exemplo: a falta de profissionais, falta de incentivos aos poucos existentes, precárias condições de trabalho, etc. São inúmeros os problemas e a grande maioria acredita que eles estão diretamente ligados a uma raiz principal: a questão salarial, uma vez que esta lidera o ranking das falhas educacionais e, atualmente, é a principal exigência dos profissionais da educação.

Sem dúvida o salário de um professor hoje, não condiz com o que o mesmo merecia receber. E afirmo isso levando em conta alguns fatores como, a carga horária – que na maioria das vezes é sufocante, o stress sofrido – pois tem que lidar com condições diversas, pessoas com diferentes personalidades e principalmente a parte no nível intelectual – haja vista que se alguém quiser se formar em qualquer faculdade de licenciatura, hoje, é preciso estudar muito, perder fins de semana inteiros, lendo, interpretando e produzindo e mesmo depois de formado, é necessário correr atrás de cursos para poder se manter atualizado. Ou seja, não é fácil. Um ponto interessante da PIADA é que a vida de um educador está no fato de que todas as outras profissões passam por um professor (médicos, advogados, engenheiros...), portanto teoricamente, ele é o “protagonista” na construção da sociedade, porém infelizmente, nós sabemos que na prática isso não ocorre. O professor é na realidade um mero “figurante” e uma curiosidade que comprova isto é que cada vez menos estamos comemorando o dia 15 de outubro, sem falar que hoje muitas pessoas já se esqueceram ou se quer sabem o que se comemora nesta data, o que por sua vez é uma falta de consideração imensurável já que é através dos nossos “queridos professores”, que passamos a conhecer as primeiras datas comemorativas (dia do índio, da bandeira, independência, etc.). Outro ponto curioso é que quando os profissionais da educação se organizam para fazer manifestações, passeatas e greves reivindicando melhorias para a categoria, parte da sociedade toma posicionamento contrário e, ainda, ofendem os mesmos. Resumindo, o trabalho é demasiado, é maçante, mal remunerado, pessimamente valorizado – do ponto de vista social e, ainda, não tem o direto de reclamar! É foda mano!!!

E pra finalizar esse “texto-desabafo”, venho aqui lembrar as propagandas que vem sendo divulgadas na globo, onde em uma delas, mostram pessoas de diversos países dizendo que o professor é o agente principal na melhoria da sociedade e na outra atores e atrizes globais demonstram seu carinho e sua admiração pelos professores. “Será que é isso que o MEC entende por valorização?” É, ou não é uma
PUTA SACANAGEM?

quarta-feira, 6 de abril de 2011

AH!? FIZERAM UM FILME DA BRUNA SURFISTINHA?


O cenário nacional na questão filmes, sempre foi um tema para debates interessantes. E apesar de a grande maioria (que eu conheço) concordar que os filmes nacionais são uma bosta, ainda assim existem pessoas que apreciam e elogiam a indústria cinematográfica brasileira.  É obvio que não devemos generalizar uma situação, existem filmes e documentários que surpreendem até os mais intelectuais críticos de cinema, quem dirá um mero escritor de blog. Mas acredito que a busca por prêmios e reconhecimento internacional, ultrapassou o senso do ridículo.
Existem infinitos temas para se produzir um filme em qualquer lugar do mundo. E isso não é diferente no Brasil, um país que com mais de 180.000.000 de habitantes o que não falta são pessoas que tem em sua historia de vida, experiências que merecem ficar eternizadas e passadas aos nossos filhos, netos etc. Entretanto a sede por recordes de bilheteria, e a falta de coragem em buscar temas mais descentes fez com que nossa primeira produção nacional do ano, fosse o filme da vida de quem? Bruna Surfistinha! Uma garota que cansada da boa vida que tinha, entediada com a faculdade e com os pais, resolve fazer o que? Comercializar a periquita! Poxa vida! É claro que meu lado meio músico vai falar mais alto se acaso pedirem sugestões para filmes: Faroeste Caboclo – Legião Urbana, ou a própria vida do Renato Russo, Tem ainda o Cazuza, a Rita Lee, o Tim Maia... Mas Bruna Surfistinha? “É foda mano!”

Acredito que o filme sendo produzido e divulgado se transformará em uma espécie de “incentivo indireto”, para garotas com o mesmo perfil de vida da protagonista da historia, com base no fato que a própria Raquel Pacheco conquistou dinheiro, sucesso e status na mídia, itens que muitas jovens fazem de tudo para alcançar. Ou seja, o filme está aí para mostrar o caminho. Lembrando que além da prostituição já ser sozinha uma ferida na sociedade, ela traz ainda outros problemas como uso de drogas e doenças sexualmente transmissíveis.

Não sou hipócrita nem conservador. Apenas acredito que se temos um problema, temos que extingui-lo e não aumentá-lo.

UMA METODOLOGIA DE ENSINO ENGRAÇADA



Esse tema foi sugestão de um amigo. Para preservar sua identidade, dar um ar cômico ao artigo e também para deixá-lo com cara de denúncia, chamarei esse amigo de Will Smith. Bom, Will passou por uma situação na escola em que estuda que tem se tornado comum nos colégios de ensino médio e inclusive, a pessoa que vos escreve já presenciou a mesma coisa inúmeras vezes.

Segundo Will, uma de suas professoras chegou um dia na sala e pediu para que os alunos tirassem Xerox de determinadas paginas de um livro e levassem na aula seguinte. No dia da tal aula, ela chegou, sentou-se, e pediu que os alunos retirassem 40 questões da Xerox que eles haviam produzido, e depois respondessem as mesmas. A professora disse ainda que a prova, seria feita com base nessas questões que os alunos tinham elaborado.

Caros leitores, vocês notaram algo de estranho? Ou como eu disse no título, engraçado? Quer dizer, todas as metodologias e didáticas ensinadas nas faculdades de licenciaturas são para que? Para jogar todo o processo em cima dos alunos? Isso é vergonhoso. Will, ainda fez um comentário mais engraçado ainda quando me contou: “Bom, então porque ela não deixa a gente dar a nota pra nós mesmos então?”.  E faz sentido a pergunta dele. Ela só terá o esforço de lançar um número qualquer no boletim. E se isso acontecesse no interior do Amazonas, ainda podíamos dar um desconto. Mas isso aconteceu numa escola que dispõem de incontáveis recursos didáticos. Sem falar que, segundo Will, a maioria dos professores fazem a mesma coisa. Bom, então porque cobramos melhorias do governo para as escolas?

Enfim, não quero prejudicar ninguém. Apenas cobro por uma educação de qualidade. Tenho certeza que se o professor usar os recursos certos, ele prenderá a atenção do aluno e o transportará por um mundo sensacional, fazendo com que cada aula seja criativa e dinâmica, ajudando-o de verdade a se preparar para o futuro.